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Bahia fica em 21º lugar em ranking de eficiência dos estados; entenda o resultado

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Estado obteve índice de 0,301 e teve a menor pontuação entre os estados do Nordeste; levantamento compara resultados em serviços públicos com os recursos disponíveis

A eficiência da gestão pública na Bahia aparece entre as menores do país na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F). O estado obteve 0,301 ponto e ficou na 21ª posição entre os 26 estados avaliados.

Dentro do Nordeste, a Bahia registrou a menor pontuação geral do levantamento. O Distrito Federal não participa da comparação devido às particularidades administrativas da unidade federativa.

O ranking, elaborado pela Folha em parceria com o Datafolha, não mede simplesmente quanto cada estado investe. A metodologia procura identificar a capacidade dos estados de transformar os recursos disponíveis em resultados para a população.

Para isso, são considerados indicadores de educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças, relacionados à Receita Corrente Líquida (RCL) per capita de cada estado.

Bahia fica em 21º lugar no ranking de eficiência dos estados

Com índice geral de 0,301, a Bahia aparece na 21ª colocação nacional.

Na metodologia utilizada pelo levantamento, índices inferiores a 0,350 integram a faixa classificada como “ineficiente”.

A Bahia ficou à frente de cinco estados:

  • Amazonas;
  • Pará;
  • Roraima;
  • Acre;
  • Amapá.

Entre os estados nordestinos, a melhor colocação foi alcançada pelo Ceará, que aparece em segundo lugar no país.

Piauí ocupa a quinta posição e Paraíba aparece em sexto. Pernambuco ficou em 11º, Maranhão em 13º, Sergipe em 14º, Alagoas em 17º e Rio Grande do Norte em 20º.

A Bahia, em 21º, fecha a relação dos nove estados nordestinos.

Educação apresentou o resultado mais baixo da Bahia

Um dos dados que mais chama atenção no levantamento sobre a eficiência da gestão pública na Bahia está na educação.

O estado obteve índice de 0,165 e ficou na 26ª posição, a última colocação entre os estados analisados nesse componente.

O ranking utiliza diferentes indicadores para avaliar cada área. Na educação, são considerados resultados relacionados ao acesso e desempenho educacional.

Esse componente possui peso importante na composição do índice geral.

Educação e saúde recebem peso dobrado no cálculo do Ranking de Eficiência dos Estados.

Bahia ficou em 25º lugar em segurança pública

Outro resultado que contribuiu para a posição geral da Bahia foi registrado na segurança pública.

O estado alcançou índice de 0,163, ficando na 25ª colocação nacional nesse componente.

Somente o Amapá apresentou pontuação inferior no indicador de segurança considerado pelo ranking.

O levantamento utiliza indicadores de segurança pública para avaliar os resultados alcançados pelos estados e relacioná-los aos recursos disponíveis.

Saúde colocou a Bahia na 20ª posição

Na saúde, a Bahia apresentou desempenho superior ao observado em educação e segurança, mas permaneceu na parte inferior da classificação.

O estado registrou índice de 0,420, ocupando a 20ª posição.

A metodologia considera diferentes indicadores relacionados à prestação dos serviços de saúde.

Como acontece com a educação, a saúde possui peso dobrado na composição do índice geral.

Infraestrutura teve resultado intermediário

Entre as áreas analisadas, a infraestrutura apresentou posição relativamente melhor.

A Bahia obteve 0,485 ponto e ficou em 15º lugar nesse componente.

O resultado coloca o estado próximo da metade da classificação nacional em infraestrutura, desempenho superior ao registrado em educação, saúde e segurança.

Ainda assim, o indicador precisa ser interpretado dentro da metodologia do estudo, que relaciona resultados obtidos aos recursos disponíveis.

Finanças foi a melhor colocação da Bahia

O melhor desempenho relativo da Bahia apareceu no componente de finanças.

O estado registrou índice de 0,698, alcançando a 11ª posição nacional.

É uma diferença significativa em relação às demais áreas avaliadas.

Enquanto educação colocou a Bahia em 26º lugar e segurança em 25º, o componente financeiro deixou o estado próximo dos dez primeiros colocados do país.

Esse contraste ajuda a compreender por que o ranking não deve ser interpretado apenas como uma comparação de arrecadação ou volume de gastos.

O que significa eficiência nesse levantamento?

A palavra “eficiência” utilizada pelo ranking possui um significado específico.

O levantamento busca responder, essencialmente, quanto resultado os estados conseguem entregar à população considerando os recursos financeiros disponíveis.

A referência financeira utilizada é a Receita Corrente Líquida per capita.

A Receita Corrente Líquida representa as receitas disponíveis ao governo depois das deduções previstas pela legislação.

Dessa forma, um estado com maior quantidade de recursos não necessariamente aparecerá nas primeiras posições.

Da mesma maneira, um estado com receita menor pode obter boa classificação caso apresente resultados proporcionalmente melhores nos serviços avaliados.

Ceará aparece em segundo lugar mesmo com menor receita per capita

Um exemplo apresentado pelo próprio levantamento é o Ceará.

O estado ocupa a segunda colocação nacional, com índice de 0,665, mesmo tendo a menor Receita Corrente Líquida per capita entre os estados analisados.

O Ceará apresentou resultados elevados principalmente em educação e saúde.

O dado demonstra uma das características centrais da metodologia: o ranking não premia simplesmente estados que possuem mais recursos, mas relaciona a disponibilidade financeira aos resultados alcançados.

Paraná lidera o ranking nacional

O primeiro colocado no Ranking de Eficiência dos Estados é o Paraná, com índice de 0,734.

Na sequência aparecem:

  1. Paraná — 0,734;
  2. Ceará — 0,665;
  3. São Paulo — 0,637;
  4. Santa Catarina — 0,612;
  5. Piauí — 0,596.

Os resultados mostram realidades bastante diferentes entre as regiões brasileiras.

Estados do Nordeste, por exemplo, aparecem tanto entre os primeiros quanto entre os últimos colocados.

Ranking utiliza dados de diferentes períodos

Outro aspecto importante para interpretar corretamente os resultados é que os indicadores utilizados no levantamento não pertencem necessariamente a um único ano.

A metodologia reúne informações disponíveis de diferentes bases oficiais, abrangendo dados referentes principalmente ao período entre 2022 e 2025.

Por isso, o índice representa uma fotografia construída a partir de diversos indicadores e períodos, e não uma avaliação isolada de uma única política pública ou de um único exercício administrativo.

Também não significa que todos os serviços públicos oferecidos pela Bahia ocupem a 21ª posição nacional.

O resultado de 0,301 corresponde ao índice composto criado pela metodologia do Ranking de Eficiência dos Estados.

Resultado permite comparar áreas com desempenhos diferentes

Mais do que observar somente a posição geral, os componentes ajudam a identificar diferenças importantes no desempenho baiano.

A Bahia aparece em 11º lugar em finanças e 15º em infraestrutura, mas cai para 20º em saúde, 25º em segurança e 26º em educação.

São essas diferenças que, combinadas com a disponibilidade de recursos considerada pela metodologia, resultam na 21ª posição geral.

O levantamento oferece, portanto, um conjunto de indicadores que pode servir de referência para acompanhar a evolução dos serviços públicos e comparar o desempenho da Bahia com outros estados.

Para a população, entender a metodologia é tão importante quanto conhecer a posição no ranking: o resultado não mede simplesmente quanto o governo arrecada ou gasta, mas a relação entre recursos disponíveis e resultados apresentados nas áreas avaliadas.