Campanha nacional terminou nesta segunda-feira (31), mas tutores que perderam o prazo ainda podem vacinar gratuitamente cães e gatos; atendimento segue em pontos fixos da cidade e durante setembro na zona rural
A Campanha Nacional de Vacinação Antirrábica chegou ao fim nesta segunda-feira (31) em Vitória da Conquista com 23.014 cães e gatos imunizados. Mas quem ainda não levou o animal para receber a vacina não precisa entrar em pânico: o serviço continuará disponível gratuitamente no município.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, foram vacinados 17.167 cães e 5.847 gatos desde o início da mobilização, em 25 de julho.
A campanha contou com pontos estratégicos, ações especiais e vacinação nas zonas urbana e rural de Vitória da Conquista. Mesmo com o encerramento da etapa nacional, a imunização contra a raiva continuará sendo oferecida.
Seu pet ainda não foi vacinado? Veja onde procurar
Na zona urbana, a vacina antirrábica permanece disponível durante todo o ano em dois pontos fixos:
Centro de Apoio à Saúde Animal (CASA)
Avenida Brumado, nº 743.
Unidade Básica de Saúde Admário Silva Santos
Avenida Frei Benjamim, Bairro Brasil.
Na UBS Admário Silva Santos, o atendimento informado pela Secretaria Municipal de Saúde acontece de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h.
Já na zona rural, as equipes continuarão realizando a vacinação durante o mês de setembro, seguindo o cronograma organizado pelas unidades de saúde de cada localidade.
Mais de 17 mil cães receberam a vacina
Os cães representam a maior parte dos animais imunizados na campanha deste ano.
Dos 23.014 pets vacinados:
17.167 são cães
5.847 são gatos
A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é considerada a principal estratégia para evitar a circulação do vírus da raiva entre cães, gatos e seres humanos.
A orientação municipal é para que cães e gatos dentro da faixa etária indicada sejam vacinados todos os anos, inclusive aqueles que vivem exclusivamente dentro de casa.
Por que a vacina contra a raiva é tão importante?
A raiva é uma doença viral grave que atinge o sistema nervoso central e pode infectar diferentes mamíferos, inclusive seres humanos.
A transmissão acontece principalmente pelo contato com a saliva de um animal infectado.
Mordidas são a forma mais conhecida, mas também existe risco por arranhaduras ou quando saliva contaminada entra em contato com mucosas ou ferimentos abertos.
O ponto mais preocupante é a gravidade da doença.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, após o surgimento dos sinais clínicos, a raiva apresenta letalidade próxima de 100% e não existe tratamento específico capaz de reverter a doença nessa fase.
É justamente por isso que a prevenção por meio da vacinação dos animais é considerada tão importante.
Vacinar o animal também protege as pessoas
A imunização não protege somente cães e gatos.
Ao reduzir a possibilidade de circulação do vírus entre os animais, a vacinação também diminui o risco de transmissão para os seres humanos.
Isso transforma a campanha antirrábica em uma ação de saúde pública, e não apenas de proteção animal.
A estratégia de vacinação em massa contribuiu ao longo dos anos para reduzir drasticamente a transmissão da raiva por cães no Brasil.
Por esse motivo, mesmo animais que não costumam sair de casa devem manter a vacinação anual atualizada.
Foi mordido ou arranhado? Não espere sintomas
Existe ainda um alerta importante.
Caso uma pessoa seja mordida, arranhada ou tenha outra possível exposição à saliva de um animal suspeito, a orientação da Secretaria Municipal de Saúde é procurar imediatamente um serviço de saúde.
Não é recomendado esperar pelo aparecimento de sintomas para buscar atendimento.
O profissional de saúde deverá avaliar a situação e decidir se há necessidade de medidas preventivas específicas.
Campanha começou com grande procura
A mobilização de 2026 começou em 25 de julho com um Dia D na zona urbana.
Na ocasião, todas as unidades de Atenção Básica participaram e pontos adicionais foram montados em locais como o Espaço Cultural Glauber Rocha, Estádio Municipal Lomanto Júnior e CASA.
Somente naquele início de campanha, mais de 14 mil cães e gatos receberam a vacina.
Depois, novas ações foram realizadas em diferentes pontos da cidade e também nos distritos e comunidades rurais.
Agora, com o encerramento da campanha nacional e mais de 23 mil animais protegidos, o recado para quem perdeu as ações especiais é simples:
Ainda dá tempo de vacinar.
Na cidade, o serviço continua disponível durante todo o ano nos pontos fixos. Na zona rural, as equipes seguem com a imunização durante setembro.
Manter a vacinação em dia protege o animal, a família e toda a comunidade.




